
Ferramentas BPM: O que são, como funcionam e como escolher a ideal para sua empresa
Já está claro que BPM (Business Process Management) é a disciplina para gerenciar os processos, certo? Se não tiver, consulte...
Você já pensou como os processos realmente acontecem no dia a dia da sua empresa? Muitas atividades funcionam “no automático”, sem estarem documentadas ou padronizadas. É exatamente nesse ponto que entra o mapeamento de processos AS IS e TO BE.
Neste artigo, você vai aprender como aplicar os conceitos de AS IS e TO BE no BPM (Business Process Management) para mapear processos com clareza, evitar erros, definir o nível ideal de detalhamento e estruturar uma abordagem eficaz de melhoria contínua para ajudar sua empresa a organizar os processos atuais e projetar melhorias mais eficientes.
Você já ouviu falar no ciclo de vida do BPM? Ele organiza a gestão de processos em etapas, desde o entendimento do cenário atual até a melhoria contínua. É dentro desse ciclo que entram os conceitos de AS IS e TO BE.
Esses métodos de mapeamento são aplicados na fase em que a organização analisa seus processos e planeja mudanças. Nesse momento, o objetivo é entender como o processo funciona hoje e como ele pode funcionar melhor no futuro.
O mapeamento de processos AS IS representa o estado atual do processo. Ele mostra como as atividades acontecem no dia a dia, considerando pessoas, fluxos, regras e exceções. Podemos dizer que ele é como uma fotografia do processo atual, que não diz como melhorar, mas deixa claro onde estão os problemas, gargalos, retrabalhos e riscos.
Com esse mapeamento, é possível analisar o fluxo do processo, identificar quem participa de cada etapa, entender as interações com clientes e fornecedores e observar indicadores e resultados. Ele é a base para avaliar se as atividades estão alinhadas aos objetivos da organização e onde há espaço para evolução.
Por isso, para realizar o AS IS, é fundamental ouvir quem executa o processo. São essas pessoas que conseguem relatar como as atividades ocorrem na prática, revelando detalhes que muitas vezes não aparecem em documentos formais.
O TO BE representa como o processo deve funcionar após as melhorias, considerando metas, restrições e prioridades da organização.
Ao desenhar o TO BE, você define onde quer chegar e quais mudanças são necessárias para isso. O foco não é criar um processo perfeito, mas um processo possível, eficiente e sustentável.
Esse desenho precisa estar alinhado ao planejamento estratégico da empresa. Assim, as melhorias propostas contribuem diretamente para os objetivos do negócio e não viram apenas ajustes isolados.
No TO BE, as decisões geralmente envolvem pessoas com experiência no processo e conhecimento do contexto organizacional. Também é comum utilizar ferramentas e tecnologias de BPM para documentar e apoiar o novo fluxo.
Em essência, o TO BE transforma a análise do AS IS em ação. Ele orienta a implementação das melhorias e serve como referência para acompanhar se o processo evoluiu como esperado

O AS IS e o TO BE são úteis para organizar a análise em um desenho visual claro, mostrando a situação atual do processo e a direção desejada para sua evolução.
Com o processo mapeado, as decisões deixam de ser baseadas em suposições. Você começa a priorizar ações e focar no que realmente gera valor para o negócio.
O AS IS é fundamental sempre que existe a necessidade de compreender o processo antes de tomar qualquer decisão. Sem essa visão, o risco de propor soluções inadequadas aumenta consideravelmente.
Ao mapear o estado atual, você passa a enxergar perdas, desvios e ineficiências que não aparecem em relatórios ou indicadores isolados. Sua aplicação faz toda a diferença, por exemplo:
Em alguns cenários, a organização já tem clareza suficiente sobre os problemas do processo e pode avançar mais rapidamente para o TO BE. Isso acontece, por exemplo:
Apesar de ser uma ferramenta poderosa, o mapeamento de processos nem sempre é a melhor escolha. Seu uso não é recomendado:
Por isso, antes de iniciar, vale sempre se perguntar: qual decisão esse desenho vai apoiar? Se a resposta não estiver clara, talvez seja o momento de repensar a abordagem.
O mapeamento AS IS e TO BE pode até ser feito de forma simples, como em uma planilha. No entanto, ferramentas de BPM como o ArqGED da Arquivar facilitam muito esse trabalho, pois ajudam a visualizar o fluxo, medir tempos, identificar gargalos e apoiar a automação quando necessário. Vamos conferir quais os passos para realizar esses mapeamentos.
Antes de mapear, defina qual problema você quer resolver ou qual decisão pretende apoiar com esse desenho. O objetivo final é amadurecer o processo, tornando-o mais alinhado à estratégia da organização.
Para isso, priorize processos que realmente impactam os resultados. Não tente mapear tudo de uma vez. Comece pelo que afeta diretamente custos, tempo, qualidade ou experiência do cliente.
Também é importante definir critérios de sucesso. Por exemplo: reduzir tempo de atendimento, diminuir retrabalho ou aumentar a padronização.
O mapeamento AS IS começa com um olhar atento para a realidade. Nesta etapa, o objetivo não é propor melhorias, mas entender como o processo acontece hoje, do início ao fim, com todas as suas variações, exceções e limitações. Para conduzir esse levantamento de forma estruturada, siga os passos abaixo:

Depois de analisar como o processo acontece na prática, é possível redesenhá-lo pensando em melhorias, ajustes e novas formas de execução.
Com o mapeamento AS IS concluído, é hora de avançar do diagnóstico para a melhoria. Neste momento, você passa a analisar o processo atual de forma crítica e estruturada. Para construir esse redesenho de forma consistente, siga os passos abaixo:

Ao desenhar o TO BE, você define onde quer chegar e quais mudanças são necessárias. O foco não é criar um processo perfeito, mas um processo possível, eficiente e sustentável.
Antes de colocar o TO BE em produção, é fundamental validá-lo com quem realmente participa do processo. Essa validação garante que o desenho não fique apenas “bonito no papel”, mas funcione na rotina. Reúna gestores, donos do processo e executores para revisar o fluxo completo.
Nesse momento, valide especialmente:
Quanto mais claro e aceito o processo for nessa fase, maior será seu nível de maturidade. Um processo validado reduz improvisos, aumenta a previsibilidade e facilita a melhoria contínua.
Para saber se o TO BE realmente funcionou, você precisa de dados. Por isso, defina indicadores ainda na fase AS IS e use os mesmos após a implantação do TO BE. Compare o desempenho do processo antes e depois da mudança, observando:
Esses indicadores tornam a análise objetiva e ajudam a demonstrar, com números, se o redesenho trouxe ganhos reais ou se ainda há pontos a ajustar.
Após a implantação, acompanhe o processo em funcionamento, observe desvios, escute as equipes e colete feedbacks. Pequenos ajustes feitos no momento certo evitam novos gargalos e mantêm o processo eficiente.
Dica
Mesmo um TO BE bem desenhado não deve ser tratado como definitivo. Processos existem para apoiar o negócio, e o negócio muda o tempo todo. Ferramentas de BPM como o ArqGED contribuem para a melhoria contínua, pois permitem monitorar indicadores em tempo real, ajustar fluxos com rapidez e evoluir o processo conforme novas demandas.
Conheça o ArqGED
Depois de entender como mapear um processo, surge uma dúvida comum: até onde ir nesse mapeamento? Nem raso demais, nem detalhado em excesso. O segredo está no equilíbrio entre objetivo, escopo e maturidade do processo. Vamos por partes.
Nem todo processo precisa nascer com alto nível de detalhe. O mapeamento macro oferece uma visão geral, mostrando grandes etapas, responsáveis e fluxos principais. Ele é ideal para diagnósticos iniciais, alinhamento estratégico e priorização de melhorias.
Já o mapeamento detalhado entra quando há necessidade de padronização, automação ou controle mais rigoroso. Aqui, atividades, decisões, exceções e regras de negócio ficam explícitas.
A pergunta-chave é simples: para que esse mapeamento será usado? A resposta define o nível de profundidade.
Um bom mapeamento começa com limites claros. Antes de desenhar, defina onde o processo começa, onde termina e quais áreas realmente fazem parte dele.
Evite incluir tudo “só para garantir”. Quanto maior o escopo, maior a complexidade — e maior o risco de perder foco. Priorize processos que impactam resultados, clientes ou riscos operacionais.
Detalhar demais pode parecer capricho, mas muitas vezes pode gerar o efeito oposto. Mapas muito complexos são difíceis de entender, manter e aplicar no dia a dia.
Além disso, o excesso de detalhe aumenta o tempo do projeto, gera desgaste com os envolvidos e pode travar decisões importantes. Lembre-se: o mapeamento deve apoiar a gestão, não se tornar um fim em si mesmo.
Um erro comum é desenhar o AS IS como “deveria ser”, e não como ele realmente acontece. Isso acontece quando as pessoas têm medo de expor falhas ou quando o mapeamento é feito sem escuta ativa.
O problema? Decisões passam a ser tomadas com base em uma realidade que não existe. Para evitar isso, valorize a visão de quem executa o processo, observe a operação e valide o fluxo com diferentes envolvidos.
Outro risco é criar um TO BE bonito no papel, mas impossível de executar. Processos que ignoram cultura, capacidade das equipes, sistemas disponíveis ou volume de trabalho tendem a falhar.
O TO BE não deve representar o “processo perfeito”, e sim o processo viável. Melhor evoluir em etapas do que tentar mudar tudo de uma vez.
Automação não corrige processos ruins. Ela apenas acelera o problema. Antes de automatizar, o fluxo precisa estar claro, validado e padronizado. Caso contrário, retrabalhos, exceções e erros se tornam ainda mais difíceis de corrigir.
Por isso, encare o AS IS e o TO BE como pré-requisitos para qualquer iniciativa de automação ou transformação digital.
Ao longo deste artigo, vimos que o mapeamento AS IS e TO BE vai muito além de desenhar fluxos. Ele é uma forma estruturada de entender a realidade, tomar decisões mais seguras e conduzir mudanças com menos riscos.
O AS IS ajuda a enxergar o processo como ele realmente acontece, revelando gargalos, falhas e oportunidades de melhoria. O TO BE, por sua vez, transforma essa análise em direção, apontando caminhos viáveis para tornar o processo mais eficiente, padronizado e alinhado aos objetivos do negócio.
Se você quer se aprofundar nesses temas e aplicar tudo isso com mais segurança, a trilha Gestão de Processos da Arquivar Academy foi elaborada exatamente para esse caminho. Ela ajuda você a sair do conceito e partir para a prática, conectando método, linguagem e tecnologia.
Conheça todos os nossos cursosAfinal, melhorar processos começa com conhecimento — e evolui quando você aprende a usar o AS IS e o TO BE como verdadeiras ferramentas de decisão.
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