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Microfilmagem – história do microfilme

Conheça a história do microfilme

O microfilme, criado pelo francês Renée Dragon no século XIX, foi utilizado pela primeira vez durante a guerra franco-prussiana. Na ocasião pombos-correio transportavam mapas microfilmados das posições inimigas. Assim começa a história do microfilme.

A sua primeira aplicação comercial aconteceu em 1927, nos Estados Unidos. Foi através da Kodak, que lançou a primeira microfilmadora de cheques, a Recordak. Os bancos americanos perceberam de imediato que se encontravam perante um produto capaz de resolver definitivamente o problema criado pelo grande volume de documentação que deveria obrigatoriamente ser armazenada a longo prazo.

O desenvolvimento da informática, no final do século XX, potencializou a evolução do microfilme. Foi criado o chamado sistema C.O.M. (Computer Output to Microfilm), que permitia a microfilmagem de grandes volumes de documentação, com grande redução de custos.

Porém, a continuação do microfilme como suporte de eleição para a transferência documental tinha vindo a ser posta em causa desde o surgimento dos sistemas digitais. O mundo exigia maior rapidez na circulação de informação e os sistemas digitais prometiam resolver todos os problemas que o microfilme não havia solucionado. Contudo, com o passar do tempo verificou-se que as novas tecnologias tinham também os seus inconvenientes, como por exemplo, a obsolescência rápida dos materiais informáticos.

Para dar resposta aos novos desafios colocados à microfilmagem, foi desenvolvida uma microfilmadora digital, chamada Digital Archive Writer. O D.A.W. permite a microfilmagem de documentos já digitalizados, indexados e integrados no computador através da driver de microfilmes Intelligent Microfilm Scanner (IMS). Surge, então, o chamado sistema híbrido, conjugando a tecnologia digital e de microfilmagem.

Autora: Ana Bacalhau

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