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A existência, nada verde, do papel!

Especialista mostra como o uso descontrolado dos recursos naturais afeta o ecosistema das corporações. A razão de existir do papel sempre foi comunicar e viabilizar o conhecimento do ser humano!

No primeiro artigo que escrevi para esta revista em 2008, especializada em gestão documental, abordei o fato do papel ser o mais importante meio de comunicação da humanidade até os nossos dias. Pois é, hoje (2010), mais de 500 anos depois da primeira impressão de um livro (a bíblia católica) que deu início à massificação do conhecimento, nos vemos perante a inevitável NECESSIDADE de precisarmos mudar o meio de comunicação para um DIGITAL. Este novo meio, que não é necessariamente o atual como o conhecemos, deverá evitar que sejam SACRIFICADOS milhões de ÁRVORES para garantir que a humanidade compartilhe e espalhe o conhecimento (dentre aqueles que possam pagar por isso, que em muitos casos dependem dos países e das empresas, e das condições socioeconômicas de cada indivíduo).

Chegou a hora de pensarmos em como mudar de um sacrifício para um modelo sustentável no qual não acabemos com a natureza. Somado a isto, deverá realmente viabilizar que TODAS as classes sociais, independentemente do seu bolso, tenham acesso ao conhecimento se assim o desejarem.

Como reduzir o uso do papel

A digitalização das nossas vidas começou lá atrás nos anos 1940 com a criação dos primeiros computadores, feitos a partir de transistores de tamanho predial, para aqueles de hoje que cabem nos nossos  bolsos ou mochilas/bolsas, sejam eles computadores Portáteis, Tablets, PDA’s (ou palmtops), Celulares e outros que virão logo mais.  Na era do Faça Você Mesmo (do Inglês DIY –Do It Yourself), não podemos esperar que os governos ou a iniciativa privada nos brindem tais condições de acesso à informação. Não há retorno, aqueles que gostam do papel, do cheiro e do ácaro, de virar as páginas de um livro fisicamente, revistas, jornais ou o que for, estão fadados a se renderem à realidade da SUSTENTABILIDADE. Não estou dizendo que isto acontecerá hoje ou amanhã, mas certamente em alguns anos isto acabará por acontecer. Muitos dirão que  há custos e investimentos demais associados para fazer desta visão uma realidade, mas será necessário!

É claro que existe aquela ponte tecnológica que distancia o Primeiro Mundo dos outros em Desenvolvimento, porém em muitos casos será possível dar um bom pulo direto para à vida Digital. Isto aconteceu em muitos países da América Latina com respeito às Telecomunicações Móveis porque simplesmente a grande maioria dos cidadãos não teve acesso à primeira e inclusive à segunda geração (1G e 2G), e recebeu, a custos superlativos, dita possibilidade de ter comunicação 3G a toda hora em muitos mais lugares, em comparação ao que às linhas de telefonia comum tinham a oferecer.

Parece que o tiro saiu pela culatra para as corporações e governos gananciosos em muitos países, pois de repente (a partir da virada do milênio), qualquer um que pudesse tinha a possibilidade de comprar um telefone móvel pré-pago e ter acesso a se comunicar com os outros 24 horas por dia, algo que era restrito a poucos. O mesmo parecer ter acontecido com estar on-line por meios alternativos como LAN houses, conexões compartilhadas, acesso à Internet no trabalho e mesmo celulares entre si (redes sociais, SMS, etc.).

Se pensarmos bem, o único que falta é fazer com que a leitura e acesso à informação seja tão fácil de digerir quanto é no papel – meio o qual sempre teve um custo ambiental extremamente elevado. Nos celulares podemos acessar milhões de dados, alguma informação apurada, dicas de trânsito e outras mais de nicho, apesar de continuar sendo muito limitado e de custo alto. No computador, seja de Mesa ou Portátil, é a mesma questão. Para o lazer, simplesmente não é possível ler um livro inteiro na tela do computador de uma só vez, por mais que exista a virada do papel virtual em algumas publicações, também em revistas e jornais. Ignoro os leitores de livros eletrônicos pelo fato de não serem uma realidade massificada para a América Latina, pelo menos não por enquanto.

A única questão que fica sempre pendente é: até quando precisaremos do papel e do custo ambiental atrelado a ele para que o ser humano possa ser educado?

Fonte: docmanagement.com.br
Mauricio Alfonso é Business Development & Global Alliances Regional Manager para a América Latina da iron Mountain .